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domingo, 20 de novembro de 2011

Doutrina Espirita



Doutrina espírita, é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal. Os Fenômenos que atribuí à inteligência corpórea, os “Espíritos”.










Espíritos
A palavra espirito tem raiz na palavra “Spiritus” do “LATIM”, que tem com definição: RESPIRAÇÃO ou SOPRO. Mais podem ser definida como ALMA, CORAGEM e VIGOR;
Definição entre ALMA e ESPíRITO só é avaliada na atual terminologia Judaico Cristã.

Espirito é a alma após a separação dos laços que a unem ao corpo carnal. Esta quebra da se quando existe o enfraquecimento do principio vital.
Os espíritos encontram se divididos e três grandes categorias e em dez classes:

1. Primeira ordem dos espíritos: -
Primeira Classe de Espíritos: Espíritos Puro.

2. Segunda ordem de Espíritos: - Espíritos bons.
Segunda classe: Espíritos Superiores.
Terceira Classe: Espíritos de Sabedoria.
Quarta Classe: Espíritos de Sábios.
Quinta classe: Espíritos Benévolos.

3. Terceira Ordem de Espíritos: Espíritos imperfeitos.

Sexta Classe: Espirito batedores e perturbadores.
Sétima Classe: Espíritos Neutros.
Oitava Classe: Espíritos Pseudo Sábios.
Nona classe: Espíritos levianos.
Decima Classe: Espíritos impuros.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

DEFINIÇÃO DA MEDIUNIDADE






Mediunidade é a capacidade que o homem tem de exercer e perceber estímulos em frequências sutis ou energéticas.

Através dessa faculdade, inata em todo ser humano, ele recolhe informações provenientes dos outros seres e das vibrações que estes exteriorizam, bem como dos ambientes e de outros tipos de influências.

Comumente, ela é vulgarmente conhecida como intuição. Todo ser humano consegue em determinados casos ter intuições acerca de como deve proceder ou mesmo do resultado provável de suas ações; elas são mensagens do próprio ser “de sua parte mais elevada e por vezes inconsciente” ou da sabedoria de outros seres – encarnados ou não, ambientes e energias, benévolos ou malévolos.

Comparado a um instrumento tecnológico, a mediunidade é como um captador de ondas e frequências… O “médium” as pode sintonizar, recebê-las, e decodificá-las nas mais variadas expressões – que constituem os tipos de mediunidade.

É importante ressaltar que não estou considerando o médium apenas como intermediário entre homens e espíritos, mas como um homem que consegue captar sim influências externas, mas também por vezes influencias interna que jazem nos arquivos obscuros de sua alma – e que também constituem sabedoria ou ignorância, estímulos bons ou mesmo nocivos.

A mediunidade é, portanto, antes de qualquer coisa, uma espécie de faculdade ou mesmo sexto sentido, que se expressa de diversas formas. Existem aqueles que ouvem coisas, outros que veem outros que escrevem outros que desenham… Outros que curam e outros que pressentem, entre tantas variedades.

A maneira como o ser expressa esta hipersensibilidade depende da capacitação do seu organismo; de mecanismos que estão ligados ao todo que lhe forma e constitui indo além do físico e integrando-se à emoção, mente espírito… De acordo com cada indivíduo e de suas particularidades, haverá aqueles que captarão mais e os que captarão menos; cada qual dentro da sua manifestação própria.

É óbvio que quanto mais elevada a alma, tanto mais sua vibração será elevada – intensa. Dessa maneira, aquele que têm bons sentimentos, intenções puras, se encontra não apenas mais “protegido” contra as frequências mais baixas – visto que não se afiniza com elas – mas também está agregado ao mecanismo harmônico universal.

Por outro lado, quanto mais egoísta, mesquinho, carregado de sentimentos negativos, tanto mais vai se afinizar não apenas com os seres de igual frequência “encarnados ou não”, mas também com locais, objetos, situações e acontecimentos. Grafo estes dois últimos, porque a vida age e reage dentro daquilo que cada um manifesta.

Não se pode considerar o exercício da mediunidade como uma missão de alguns seres “especiais” que precisam manifestá-la. Todo ser humano deve prestar atenção à sua sensibilidade, e trabalhar com ela a fim de ter uma aliada no seu processo evolutivo. Ainda dentro deste raciocínio, estando afinizado com suas potencialidades, tão logo naturalmente procurará utilizar sua capacidade no auxílio ao próximo, a si mesmo e ao mundo. Deve se tornar consciente do seu processo, para ser capaz de usufruir do livre-arbítrio.

“Trabalhar” com a mediunidade não significa apenas utilizá-las nas reuniões religiosas, doutrinárias ou etc. O ser precisa aprender a usar seu lado sensitivo em seu dia-a-dia, pois uma vez que são mais sensível tão logo mais intensos os sentimentos e processos pelos quais passa. É responsabilidade sua buscar seu equilíbrio.



            Toda pessoa com mediunidade mais ostensiva deve exercer um esforço no sentido de compreender a si mesmo e à sua situação. Igualmente, pela sua natureza sensível, perceber o sofrimento do próximo e de si mesmo, escutando o coração e procurando sua maneira de ajudar. A mediunidade não é exclusividade de religiões ou doutrinas, ela está além, estão presente no dia-a-dia, em funcionários, donas-de-casa, professores, etc.Alguns captando energia conseguem se transformar em verdadeiras ferramentas. São aqueles que nos surpreendem, que mostram gostar do que fazem, que cativam e chamam, interessam, prendem a atenção… Estes trabalham em harmonia com seu coração, e sua sensibilidade está trabalhando sim, inclusive para a espiritualidade – pois a espiritualidade não se restringe às salas religiosas ou doutrinárias, mas é parte de um todo, apenas não percebemos mais porque estamos imersos num mundo ilusoriamente restringido ao físico.

Outros não apenas usam sua sensibilidade para o mal, mas exalam energias baixas que matam plantas, fazem adoecer, deixam o próximo com mal-estar e se sentindo sugados. Sua aura é pesada e a presença destes por si só já provoca desânimo. Recebendo e captando influências, mais ou menos perfeitamente, de fontes más, podem por vezes galgar degraus ao poder e constituir impérios nas posses, na família e relações… Dominando e oprimindo, controlando e destruindo até que pela Lei Maior seu tempo se cumpra aqui ou lá.

O homem precisa parar de estabelecer divisões entre planos de existência, corpos e conceitos. Neste sentido a mediunidade faz parte do ser, bem como o plano espiritual se estende a todo lugar e se mescla a todas as coisas. É necessário despertar para o que está acontecendo.



Não apenas o dito “médium” deve desenvolver sua conectividade ao divino e se reintegrar ao Todo e a Deus – nestes momentos agindo como um “mensageiro“. Esta ação deve ser hábito e objetivo dos seres da Terra a “religação”, visto que pela falta de integração ao Bem, estão muitos se condenando à repetição e sofrimento.



Nestes tempos últimos, o homem terá sua faculdade de percepção bombardeada cada vez mais intensamente. Ele mesmo vai externar e receber com rapidez cada vez maior, tudo o que “plantar“. Chegarão logo o momento em que será obrigado a olhar para dentro de si mesmo e compreender. Mas àqueles que captam com mais intensidade, os chamados, fica a necessidade de desde já manifestarem aquilo que suas essências vieram fazer aqui.

Todo homem tem em sua alma um sopro divino que lhe pede, “faça”. Neste fazer, o Deus interno cria com prazer naquilo que habita o desejo mais profundo. Se acolher o caminho, é feliz. Se foge, encontra a perdição, até que torne a se encontrar.

O médium é um receptor e transmissor. Quanto mais aprender sobre como se processa este mecanismo, tão mais poderá estar seguro. Quanto mais se melhorar, mais altas frequências poderão alcançar… Entretanto todo equipamento que não funciona, se torna vazio e sem vida. Da mesma maneira, não é pedido ao médium que se torne Mestre, mas que além de seu estudo seja capaz de aprender a lição mais difícil


Amar verdadeiramente


“Viver é um caminho de luz e sombras. A luz é delineada pela sombra; a sombra mostra a intensidade da luz. Sem conhecer sua sombra, não se pode dizer que se conhece por inteiro sua luz. Sem exercer sua luz, não se poderão eliminar as sombras. Feliz daquele que aceita a si mesmo, se ama, e se respeita… Este naturalmente é capaz de exercer sua Vontade, e principalmente, capaz de reconhecer no próximo um reflexo de si mesmo, irmão único em sua necessária escalada pessoal.”

Mediunidade é escutar com o coração, tudo aquilo que não é dito; é por vezes falar, sem palavras; é amar. O homem é um médium e igualmente o médium é um homem, não se pode fugir desta equação. Age e reage sobre si mesmo, atrai e propaga aquilo que é...!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Objetivo da Reencarnação

Reencarnação é uma ideia central de diversos sistemas filosóficos e religiosos, segundo a qual uma porção do ser é capaz de subsistir a morte do corpo. Chamada consciência, espirito ou alma, essa porção seria capaz de ligar se sucessivamente a diversos corpos para a consecução de um fim especifico, como o auto aperfeiçoamento ou a anulação do carma.

Características

A reencarnação é um dos pontos fundamentais do Espiritismo, codificado por Allan Kardec, do Hinduísmo, do Jainismo, da Teosofia, do Rosacrucianismo e da filosofia platônica. Existem vertentes místicas do Cristianismo como, por exemplo, o Cristianismo esotérico, que também admite a reencarnação.

Há referencias recentes aos conceitos que poderiam lembrar a reencarnação na maior parte das religiões, incluindo religiões do Egito Antigo, Religiões indígenas, entre outras. A crença na reencarnação também e parte da cultura ocidental, e sua representação e frequente em filmes de Hollywood. É comum no Ocidente a ideia de que o Budismo também pregue a reencarnação, supostamente porque o budismo tenha se originado como uma religião independente do Hinduísmo. No entanto essa noção tem sido contestada por fontes Budistas; Para mais detalhes veja renascimento.

Reencarnação Versos Metempsicose

A transmigração das almas ou metempsicose é uma teoria diferente da reencarnação, seguida por alguns adeptos de ensinamentos místicos orientais, que propõe que o homem pode reencarnar de modo não progressivo em animais, plantas ou minerais. Esta teoria não é aceita pelos adeptos do Espiritismo, que a consideram incompatível com o conceito de evolução por vidas sucessivas.

Reencarnação e cristianismo

Diversos estudiosos espiritas e espiritualistas defendem que, durante os seis primeiros séculos de nossa era, a reencarnação era um conceito admitido por muitos Cristãos.

Reencarnação é Ciência?

A crença na sobrevivência da consciência após a morte é comum e tem-se mantido por toda a história da humanidade. Quase todas as civilizações na história tem tido um sistema de crença relativo à vida após a morte. Cientificamente, entretanto, inexiste qualquer motivo para sustentar ou rejeitar a hipótese.

As investigações cientificas sobre assuntos relacionados ao pós-morte remontam particularmente ao século XIX, e embora continuem a ser motivo de intenso debate entre leigos, não mais despertam interesse serio na comunidade acadêmica.

Reencarnação

O objetivo deste estudo é mostrar que a alma é imortal e ao corpo físico retorna quantas vezes for necessário.

Reencarnação significa a volta do Espírito à vida corpórea, mas num outro corpo, sem qualquer espécie de ligação com o antigo. Usa-se também o termo Palingenesia, proveniente de duas palavras gregas — Palin, de novo; gênesis, nascimento.

Metempsicose - do grego metempsykhosis, embora empregada no mesmo sentido da reencarnação, tem um significado diferente, pois supõe ser possível a transmigração das almas, após a morte, de um corpo para outro, sem ser obrigatoriamente dentro da mesma espécie. Ou seja, a alma que atingiu a fase humana poderia reencarnar em um animal. Plotino (205-270 a. C.) sugeriu que se substituísse por metassomatose, uma vez que haveria na realidade, mudança de corpo (soma) e não de alma (psykhe) (Andrade, 1984, p. 194 e 195)

Ressurreição - do lat. ressurrectione - significa ato ou efeito de ressurgir, ressuscitar. Segundo o Catolicismo e o Protestantismo, retorno à vida num mesmo corpo.

3. REENCARNAÇÃO E RESSURREIÇÃO

A confusão entre o conceito de ressurreição e o de reencarnação é porque os judeus tinham noções vagas e incompletas sobre a alma e sua ligação com o corpo. Por isso, a reencarnação fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição. Eles acreditavam que um homem que viveu podia reviver, sem se inteirarem com precisão da maneira pela qual o fato podia ocorrer. Eles designavam por ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente chama reencarnação.

FINALIDADE DA ENCARNAÇÃO

1) Expiação — Expiar significa remir, resgatar, pagar. A expiação, em sentido restrito consiste em o homem sofrer aquilo que fez os outros sofrerem, abrangendo sofrimentos físicos e morais, seja na vida corporal, seja na vida espiritual.

2) Prova — Em sentido amplo, cada nova existência corporal é uma prova para o Espírito. A prova, às vezes, confunde-se com a expiação, mas nem todo sofrimento é indício de uma determinada falta. Trata-se frequentemente de simples provas escolhidas pelo espírito para acabar a sua purificação e acelerar o seu adiantamento. Assim, a expiação serve sempre de prova mas a prova nem sempre é uma expiação.

3) Missão — A missão é uma tarefa a ser cumprida pelo Espírito encarnado. Em sentido particular, cada Espírito desempenha tarefas especiais numa ou noutra encarnação, neste ou naquele mundo. Há, assim, a missão dos pais, dos filhos, dos políticos etc.

4) Cooperação na Obra do Criador — Através do trabalho, os homens colaboram com os demais Espíritos na obra da criação.


5) Ajudar a Desenvolver a Inteligência — a necessidade de progresso impele o Espírito às pesquisas científicas. Com isso a sua inteligência se desenvolve, sua moral se depura. É assim que o homem passa da selvageria à civilização.

A encarnação ou reencarnação tem outras finalidades específicas para este ou aquele Espírito. Citam-se, por exemplo, o restabelecimento do equilíbrio mental e o refazimento do corpo espiritual. (FEESP, 1991, 7.ª Aula, p. 73 a 76)

5. JUSTIÇA DA REENCARNAÇÃO

A doutrina da reencarnação, que consiste em admitir para o homem muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à idéia da justiça de Deus com respeito aos homens de condição moral inferior; a única que pode explicar o nosso futuro e fundamentar as nossas esperanças, pois oferece-nos o meio de resgatarmos os nossos erros através de novas provas. A razão assim nos diz, e é o que os Espíritos ensinam. (Kardec, 1995, pergunta 171)




LIMITES DA ENCARNAÇÃO

A encarnação não tem, propriamente falando, limites nitidamente traçados, se se entende por isso o envoltório que constitui o corpo do Espírito, já que a materialidade desse envoltório diminui

à medida que o Espírito se purifica. Nesse sentido, o limite máximo seria a completa depuração do Espírito, quando o perispírito estaria totalmente diáfano. Mas mesmo assim, há trabalho a realizar, pois podem vir em missões para ajudar os outros a progredirem. (Kardec, 1984, cap. IV, it. 24, p. 67 e 68)

7. ENFOQUE CIENTÍFICO

O Dr. Ian Stevenson, Diretor do Departamento de Psiquiatria e Neurologia da Escola de Medicina da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos da América, conseguiu catalogar cerca de 2000 casos, tendo publicado cinco livros versando sobre esses relatos. Em um de seus livros, o 20 Casos Sugestivos de Reencarnação, reúne 7 casos na Índia, 3 no Ceilão, 2 no Brasil, 7 no Alasca e 1 no Líbano.

O Método empregado pelo Dr. Ian Stevenson consiste em descobrir pessoas, principalmente crianças, que espontaneamente manifestem recordações. Na maioria dos casos espontâneos, os principais acontecimentos já ocorreram quando o investigador entra em cena.

10. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

AUTORES DIVERSOS. Curso Básico de Espiritismo (1.º Ano). 3. ed., São Paulo, FEESP, 1991.
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed., São Paulo, IDE, 1984.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed., São Paulo, FEESP, 1995.

Reforma Íntima

A vida não é uma coisa de viver. É algo muito complexo e difícil de ser transmitido por palavras, além de se constituir em uma imensidade de situações com uma infinidade de nuances.

Na Falta de uma educação adequada na infância feita por pais que já tenham atingido um grau de evolução incomum, a maioria de nós cresce sem entender a vida, sem compreender as razões que estão por trás das atitudes das pessoas e pela ausência de referencias sobre como agir, sem capacidade de escolher aq atitude correta para cada situação.

Na juventude a maioria passa por problemas de adaptação ao mundo, acabando por criar um sentimento de revolta contra os pais e contra a sociedade. Os colegas possuem os mesmos problemas e com eles os jovens podem se sentir à vontade, passando assim a servirem de modelos uns para os outros, aprendendo mecanismos de defesa mais fáceis de compreender como a ironia, a hostilidade e a violência. Procuram referências de comportamento na televisão, nos livros, nos filmes e nas notícias de jornais, embora esta não seja a melhor forma de aprender. Aos poucos começam a achar que seus pais sabem ainda menos do que eles, que estão atrasados em relação ao que se passa no mundo de hoje.

Ao enfrentarem mais tarde a competição no trabalho, pressionados pela profissão que abraçam, a tendência será de que, colocando então uma prioridade menor na compreensão da vida, muitos problemas existenciais acabem ficando sem solução. Ao se acomodarem terminarão como seus pais, sem condição de passar a seus filhos um entendimento maior da vida, e esse estado de coisas tende a se perpetuar por milênios.

Se a vida nos pressionar, poderemos precisar do auxílio de um profissional que nos orientará em seções de Análise. Porém a Psicologia poderá contribuir apenas com o conhecimento dos traumas e recalques não resolvidos de nossa presente existência. Modernamente alguns Psicólogos e Terapeutas já estão trabalhando com A Terapia de Vidas Passadas onde os traumas ocorridos em outras vidas poderão ser trabalhados, trazidos para o consciente e eventualmente suplantados. Alguns, porém não recomendam esse tratamento devido ao risco de encontrar pessoas não preparadas a realizá-lo corretamente.

O Espiritismo parece trazer a contribuição definitiva pela compreensão de como se processa a evolução espiritual através de sucessivas encarnações, trazendo respostas para todas as nossas questões existenciais. Fornece ainda métodos para a solução de muitos de nossos problemas, como por exemplo, o Tratamento Mediúnico, a Apometria e a Reforma Íntima. Neste artigo vamos considerar apenas a Reforma Íntima, pois os outros dois métodos citados poderão ser conhecidos teoricamente na literatura espírita, sendo sua prática feita nos Centros Espíritas por médiuns devidamente treinados. Mesmo a Reforma Íntima necessita, para sua consolidação, de um estudo da Doutrina Espírita que será tanto mais efetivo quando realizado nos Centros Espíritas. Entretanto, sendo um conhecimento básico que será útil no dia a dia de todas as pessoas, e por exigir principalmente uma vontade firme de se regenerar, daremos aqui algumas noções deste procedimento.

Definição

A reforma Íntima é um processo de autoanalise, de conhecimento de nossa intimida

de espiritual, libertando-nos de nossas imperfeições e permitindo nos atingir o domínio de nos mesmos.


Como Viver Intimamente

Podemos e devemos substituir nossos defeitos como, o orgulho, a Inveja, o crime, a Agressividade, o Egoísmo ou Personalismo, a Maledicência, e a Intolerância por virtudes, tais como Humildade, a Resignação, a Sensatez, a Generosidade, a Afabilidade, a Tolerância, e o Perdão.

Uma Vida de Estudo e Convivência...!

Algumas pessoas que estão iniciando estes estudos imaginam que bastará a primeira leitura para ficarem livres de todos os seus defeitos. Ao verificarem na vida prática que não houve nenhuma mudança, desanimam e abandonam seu propósito inicial de se reformarem. Por isso devemos dizer, logo de início, que este estudo é para a vida toda. A leitura deste artigo e dos livros da referência permitirá a você conhecer o assunto, mas sua reforma total só virá depois que você começar a identificar estes defeitos em cada situação da vida e aprender aos poucos a prática das virtudes que irão substituí-los. Portanto, esta leitura é importantíssima, pois com ela você começará a pensar no assunto. Continue estudando sempre e no futuro; quando a vida já tiver lhe ensinado bastante, você ainda verá que a cada dia, um dado defeito, considerado como vencido retorna com nova roupagem em outra situação, surpreendendo-o.

Dedicação Diária:

O Conhecer a si mesmo é o primeiro passo para a reforma. A melhor maneir

a de fazê-lo é pelo estudo de dois excelentes livros, o primeiro de Ney Prieto Peres da Editora Pensamento e o segundo um novo lançamento da Editora O Clarim, de Abel Glaser, pelo Espírito Caibar Schutel. E, sem dúvida, o estudo da Doutrina Espírita e sua prática em Centros Espíritas, que seguem a Doutrina de Allan Kardec, será de fundamental importância para a realização dessa reforma.

Lembre-se que temos a tendência natural de sempre justificar nossos defeitos com racionalismos. São artimanhas e tramas inconscientes, muitas delas sugeridas por espíritos inferiores que desejam ver a nossa queda. Portanto conheça a fundo esses defeitos em todas as suas particularidades, em como eles o afetam, localizando as ocasiões em que estamos mais vulneráveis à sua manifestação. Procure então se afastar desses momentos propícios em que eles se manifestam, para não ser mais envolvido por seus tentáculos, nem cair nas suas teias.


Um terceiro ponto importante é que precisamos contar com as quedas. Até que cresçamos espiritualmente somos como crianças aprendendo a andar. São as quedas que fortalecem nossa vontade, e nos ensinam a ter persistência. Nós somos aquilo que conseguimos realizar e não aquilo que prometemos, através as quedas aprendemos mais sobre nos mesmos e podemos aperfeiçoar o modo de evita-las. Mas se cairmos porque nos falta vontade de acerta estaremos no caminho descendente e de queda em queda nos enfraquecemos. Percebem a sutileza? A criança aprende a andar porque esta determinada a fazê-lo. Não desanime, levante se logo e siga em frente tranquilamente, sem se martirizar, com conhecimento de causa, na firme determinação de não mais errar.

Por último recomendamos que em cada minuto de sua vida, antes de iniciar qualquer ação, você faça este exercício de se perguntar sempre:

Isto que estou fazendo agora seria bem aceito entre os bons Espíritos?

Se for, o procedimento é correto; se não for descontinue imediatamente o que iria fazer e não pense mais nisso. Nas situações em que ficar em dúvida, por não saber o que os bons Espíritos pensam a respeito, lembre-se de estudar as obras espíritas.



Concentremo-nos em nosso interior e procuremos melhorar nosso espírito eterno, esquecendo o que esta sociedade transitória estabeleceu como "normal" para nós. Lutemos o bom combate e não a luta mesquinha dos materialistas. A humanidade continuará ainda por muitos séculos como é agora, mas nós que já cansamos de ver o sangue correr nestes dois últimos milênios, que já sentimos o amor que nos é transmitido pelos Espíritos em nossos corações, que estamos aqui para a realização de nossos últimos resgates, que já começamos a compreender as palavras de nosso querido amigo e mestre Jesus, nós não precisamos participar dessa insensatez, nós podemos fazer a nossa pequena parte vivendo com Jesus, com caridade, realizando a transformação no íntimo de cada um, fazendo a Alquimia moderna de transformar chumbo em ouro.

"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para dominar suas más inclinações."

Allan Kardec. "O Evangelho Segundo o Espiritismo.” Capítulo XVII. Sedes Perfeitos. Os bons Espíritas.

Referências:

1"Manual Prático do Espírita" de Ney Prieto Peres, da Editora Pensamento.

2"Fundamentos da Reforma Íntima" de Abel Glaser pelo Espírito Caibar Schutel, da Editora O Clarim.

Fonte: Site Universo Dual